Tiger Global Management, LLC, frequentemente referida como Tiger Global e anteriormente conhecida como Tiger Technology, é uma empresa americana de investimentos fundada por Chase Coleman III em março de 2001. A empresa concentra-se principalmente em empresas de internet, software, consumo e tecnologia financeira, operando tanto estratégias de ações públicas quanto de private equity. Está sediada na cidade de Nova York e tornou-se um dos investidores mais proeminentes em startups de tecnologia, incluindo aquelas do setor de inteligência artificial.
Histórico e trajetória
Chase Coleman III foi um protegido de Julian Robertson, trabalhando como analista de tecnologia na Tiger Management de 1997 a 2000. Quando Robertson fechou a Tiger Management em 2000, ele confiou a Coleman mais de 25 milhões de dólares para administrar, tornando Coleman um dos mais de 30 chamados "Tiger Cubs" - gestores de fundos que iniciaram suas carreiras na Tiger Management. Em 2001, Coleman estabeleceu a Tiger Technology como um fundo de hedge para mercados de ações públicas, renomeando-a posteriormente para Tiger Global Management. Em 2003, Scott Shleifer juntou-se à empresa para expandi-la para investimentos em private equity.
De 2007 a 2017, de acordo com o Preqin Venture Report, a Tiger Global levantou o maior montante de capital entre as empresas de capital de risco globalmente. Em 2020, a empresa rendeu aos seus investidores 10,4 bilhões de dólares, mais do que qualquer outro fundo de hedge na lista anual dos 20 principais gestores compilada pela empresa londrina de fundos de fundos LCH Investments. Em março de 2022, a Tiger Global levantou 12,7 bilhões de dólares para um novo fundo destinado a apoiar empresas de tecnologia em rápido crescimento, com 900 investidores participantes.
Perdas de 2022 e recuperação
O ano de 2022 marcou uma queda significativa para a Tiger Global. Em junho de 2022, o fundo de hedge e o fundo long-only da empresa haviam caído 52% e 62%, respectivamente, desde o início do ano. O Wall Street Journal e o Financial Times relataram que essas perdas eliminaram cerca de dois terços do valor acumulado ao longo da vida dos fundos, enquanto a New York citou pesquisas sugerindo que as perdas poderiam representar três quartos dos ganhos vitalícios. O Wall Street Journal referiu-se à perda do fundo de hedge como "uma das maiores já registradas", e um gestor de fundo de hedge anônimo citado pela New York chamou-a de "a maior da história dos fundos de hedge". Em contraste, as perdas de capital de risco da empresa foram menos severas, com perdas no primeiro trimestre de 2022 em torno de 9%. Em 2024, a Tiger Global recuperou-se com retornos de 24% ligados à alta das ações de tecnologia, embora ainda estivesse recuperando perdas recentes.
Visão geral dos negócios
A Tiger Global opera duas estratégias que gerenciam cada uma aproximadamente o mesmo montante de capital. O negócio de ações públicas utiliza estratégias de ações para investir em empresas de capital aberto, com fundos notáveis incluindo a Tiger Global Investments (o fundo long-short principal) e a Tiger Global Long Opportunities (long-only). A estratégia de private equity, liderada por Scott Shleifer de 2003 até ele se afastar para um papel consultivo em novembro de 2023, concentra-se em investimentos de capital de risco em empresas privadas de tecnologia.
Investimentos em capital de risco e IA
A Tiger Global tem sido um investidor ativo em startups de tecnologia, incluindo aquelas que desenvolvem tecnologias de IA generativa e modelos de linguagem de grande escala. A empresa apoiou empresas como OpenAI, Anthropic e Inflection AI, que estão na vanguarda da pesquisa em aprendizado de máquina e aprendizado profundo. Esses investimentos alinham-se com o foco da empresa em software e empresas de internet, à medida que as startups de IA dominam cada vez mais o cenário tecnológico. Os fundos de capital de risco da Tiger Global também investiram em CoreWeave, um provedor de computação em nuvem especializado em cargas de trabalho de IA, e em outras empresas que utilizam arquiteturas de redes neurais.
Investimentos notáveis e impacto
Além da IA, a Tiger Global investiu em uma ampla gama de empresas de tecnologia, incluindo Cruise e Waymo em veículos autônomos, Figure AI e Sanctuary AI em robótica, e Neuralink em interfaces cérebro-computador. A abordagem da empresa frequentemente envolve assumir participações significativas em empresas de alto crescimento, às vezes levando a listagens em mercados públicos. Sua influência estende-se a setores como concorrentes do Amazon Web Services e serviços de nuvem baseados em Azure, refletindo seu amplo foco em infraestrutura de internet e software. Em 2024, a Tiger Global continua sendo um grande player em capital de risco, embora seu desempenho recente tenha sido moldado pela volatilidade do mercado e pelo ciclo evolutivo de investimentos em IA.