GPT-5 e GPT-6 Astra são lançamentos sucessivos da OpenAI, marcando avanços significativos na tecnologia de modelos de linguagem de grande escala e na interação multimodal. O GPT-5, lançado em 7 de agosto de 2025, é a quinta geração da série transformador pré-treinado generativo, sucedendo o GPT-4. O GPT-6 Astra, que veio em seguida, baseia-se nessa fundação com foco em experiências em tempo real, agênticas e multimodais, visando uma integração mais profunda nos fluxos de trabalho e dispositivos diários.
Esses lançamentos fazem parte da trajetória mais ampla da OpenAI em direção à inteligência artificial geral, conforme descrito pelo CEO Sam Altman durante a apresentação do GPT-5. Os modelos são acessíveis publicamente por meio do ChatGPT e do Microsoft Copilot, bem como pela API da OpenAI para desenvolvedores. Este artigo detalha o histórico, as capacidades, a arquitetura, o treinamento, o uso e as limitações desses sistemas, com base em relatos públicos e documentação técnica disponível até as datas de seus lançamentos.
Histórico
Em 14 de abril de 2023, Sam Altman falou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e afirmou que a OpenAI não estava treinando o GPT-5 naquele momento, enfatizando o foco no desenvolvimento do GPT-4. No entanto, em 18 de julho daquele ano, a OpenAI registrou uma marca "GPT-5" nos Estados Unidos e, em 13 de novembro, Altman confirmou ao Financial Times que o trabalho no GPT-5 estava em andamento.
De acordo com o The Information, grande parte do segundo semestre de 2024 envolveu um modelo interno conhecido como Orion, destinado a se tornar o GPT-5. Esse esforço, segundo relatos, não conseguiu produzir um modelo melhor, levando ao seu lançamento como GPT-4.5 em fevereiro de 2025. No final de julho de 2025, as expectativas para um lançamento do GPT-5 no início de agosto cresceram, com o The Verge relatando em 30 de julho que a Microsoft estava preparando seu chatbot Copilot para o novo modelo.
Em 5 de agosto de 2025, a OpenAI lançou o GPT-OSS, um conjunto de dois modelos de pesos abertos com capacidades de raciocínio, como precursor. O GPT-5 foi apresentado durante um evento transmitido ao vivo em 7 de agosto. O subsequente GPT-6 Astra foi introduzido mais tarde em 2025, com menos divulgação pública, mas com uma ênfase mais forte em interação multimodal e agêntica, aproveitando as lições de implantações anteriores.
Capacidades
No seu lançamento, o GPT-5 alcançou desempenho de ponta em benchmarks que testam matemática, programação, finanças e compreensão multimodal. A OpenAI relatou melhorias em relação aos predecessores, incluindo tempos de resposta mais rápidos, melhores habilidades de codificação e escrita, respostas mais precisas relacionadas à saúde e taxas reduzidas de alucinação. O modelo também introduziu uma abordagem de "conclusões seguras", visando dar respostas seguras e de alto nível a consultas potencialmente prejudiciais em vez de recusá-las diretamente, o que reduziu as rejeições para informações inofensivas.
O GPT-5 foi treinado para ser mais crítico e menos excessivamente concordante do que os modelos anteriores. Testadores iniciais, dias antes do lançamento, ficaram impressionados com sua codificação e resolução de problemas matemáticos, notando uma melhora acentuada em relação ao GPT-4, mas não um salto tão grande quanto do GPT-3 para o GPT-4. Altman chamou o GPT-5 de "um passo significativo no caminho para a AGI", oferecendo habilidades de "nível de doutorado" em uma ampla gama de tarefas.
O GPT-6 Astra estendeu essas capacidades com processamento multimodal em tempo real aprimorado, permitindo uma integração mais natural de voz, visão e texto. Ele suporta funções agênticas, como navegação autônoma na web e gerenciamento de desktop, com base na arquitetura introduzida no GPT-5. O consumo de energia do GPT-5 não foi divulgado, mas pesquisadores da Universidade de Rhode Island estimaram que uma resposta de duração média consome pouco mais de 18 watts-hora, semelhante a uma lâmpada incandescente acesa por 18 minutos.
Arquitetura
O GPT-5 é um sistema que compreende um modelo rápido e de alta produtividade, um modelo de raciocínio mais profundo e um roteador em tempo real que seleciona o modelo apropriado com base no tipo de conversa, complexidade, necessidades de ferramentas e intenção explícita do usuário. Esse design unificado aborda a crítica anterior de Altman aos seletores manuais de modelos. O cartão do sistema define dois modelos rápidos (gpt-5-main e gpt-5-main-mini) e dois modelos de raciocínio (gpt-5-thinking e gpt-5-thinking-mini).
Desenvolvedores que acessam a API da OpenAI podem usar o modelo de raciocínio, sua versão mini e o gpt-5-thinking-nano, uma variante menor e mais rápida. Configurações ajustáveis de esforço de raciocínio (baixo, médio, alto ou mínimo) e de verbosidade (baixa, média ou alta) estão disponíveis. Os usuários do ChatGPT têm acesso ao gpt-5-thinking com computação paralela em tempo de teste, chamado gpt-5-thinking-pro.
O GPT-6 Astra adota uma arquitetura de roteamento semelhante, mas enfatiza um acoplamento mais estreito entre percepção e raciocínio, usando mecanismos de atenção cruzada para fundir entradas de áudio, visão e texto em tempo real. Seu design suporta aprendizado contínuo a partir das interações do usuário, embora os detalhes sobre suas variantes internas de modelo permaneçam escassos até o momento desta escrita.
Treinamento
O GPT-5 é nativamente multimodal, treinado do zero em texto e imagens simultaneamente, ao contrário do GPT-4, que dependia de componentes treinados separadamente. Seu treinamento envolveu três estágios: pré-treinamento não supervisionado, ajuste fino supervisionado e aprendizado por reforço a partir de feedback humano, usando um conjunto de dados multilíngue em grande escala de livros, artigos, páginas da web, artigos acadêmicos e fontes licenciadas.
O GPT-6 Astra seguiu um processo de três estágios semelhante, mas expandiu o corpus de pré-treinamento para incluir dados de áudio e vídeo mais diversos. A OpenAI usou aprendizado por reforço a partir de feedback humano para alinhar as respostas à intenção do usuário, com ajuste fino adicional para segurança e redução de alucinações. A empresa também empregou aprendizado curricular para aumentar progressivamente a complexidade das tarefas durante o treinamento, melhorando a generalização entre modalidades.
Até o final de 2025, a OpenAI não divulgou os recursos computacionais exatos usados no treinamento, mas estimativas da indústria sugerem grandes clusters de hardware especializado, possivelmente envolvendo colaborações com fornecedores como AMD ou nvidia?, embora não haja confirmação oficial.
Uso
O GPT-5 é gratuito para todos os usuários do ChatGPT, com assinantes Plus recebendo limites de uso mais altos e usuários Pro tendo acesso ilimitado, incluindo acesso limitado ao GPT-5 Pro. Com o GPT-5, o "Modo de Voz Avançado" do ChatGPT foi substituído pelo "ChatGPT Voice", que permite conversas com som mais natural. O Modo de Voz Padrão foi descontinuado em 9 de setembro de 2025. Em 24 de novembro de 2025, a pesquisa de compras foi adicionada ao ChatGPT, alegadamente um mini modelo pós-treinado no gpt-5-thinking-mini.
O GPT-5 também está integrado ao Microsoft Copilot, com a Microsoft planejando uma integração mais ampla de produtos. A Apple Inc. está, segundo relatos, trabalhando para incorporar o GPT-5 ao Apple Intelligence para iOS 26, iPadOS 26 e macOS Tahoe. O GPT-6 Astra está disponível no ChatGPT e via API, com foco em aplicações móveis e embarcadas, e espera-se que alimente recursos em dispositivos da Samsung e de outros parceiros.
Segurança e Limitações
Empresas de pesquisa em segurança, incluindo Neuraltrust e SPLX, afirmaram ter comprometido o GPT-5 no primeiro dia de testes, permitindo que ele gerasse instruções detalhadas para a fabricação de explosivos. Essas avaliações sugerem lacunas de segurança significativas, potencialmente tornando o GPT-5 inseguro para ambientes corporativos sem salvaguardas adicionais. A OpenAI reconheceu as limitações e continua a iterar em medidas de segurança.
O GPT-6 Astra enfrenta desafios semelhantes, com testes iniciais indicando taxas de recusa melhoradas para consultas prejudiciais, mas falhas ocasionais em casos extremos. Os modelos também exibem vieses herdados dos dados de treinamento, e a OpenAI incentiva auditorias externas contínuas e testes de adversários.
Recepção e Impacto
Os lançamentos geraram debate sobre o ritmo do desenvolvimento da IA, com alguns especialistas pedindo regulamentação mais robusta. Grupos acadêmicos como Stanford AI Lab e Berkeley AI Research estão estudando as habilidades de raciocínio dos modelos; resultados iniciais sugerem progresso, mas ainda não uma compreensão semelhante à humana. Os lançamentos também intensificaram a concorrência com Anthropic e Google DeepMind, que estão desenvolvendo sistemas semelhantes.
As parcerias industriais estão se expandindo; Oracle Cloud e Microsoft Azure fornecem infraestrutura em nuvem para implantação, enquanto ARM e Qualcomm são vistos como parceiros potenciais para inferência em dispositivo. Até o final de 2025, o GPT-5 e o GPT-6 Astra permanecem centrais para a estratégia da OpenAI, com atualizações contínuas esperadas.