Steven Anthony Ballmer (nascido em 24 de março de 1956) é um empresário e investidor americano que atuou como diretor executivo da Microsoft de 2000 a 2014. Ele é o proprietário do Los Angeles Clippers, da National Basketball Association (NBA), e cofundador do Ballmer Group, uma empresa de investimentos filantrópicos. Em fevereiro de 2026, o Bloomberg Billionaires Index estimou sua riqueza pessoal em cerca de US$ 145 bilhões, tornando-o a décima terceira pessoa mais rica do mundo, enquanto a Forbes Real-Time Billionaires List o classificou em décimo quarto lugar, com um patrimônio líquido de US$ 130 bilhões.
Ballmer ingressou na Microsoft em 1980 como seu 30º funcionário e primeiro gerente de negócios, tornando-se eventualmente presidente em 1998 e CEO em 13 de janeiro de 2000. Ele se aposentou como CEO em 4 de fevereiro de 2014, sendo sucedido por Satya Nadella, permanecendo no conselho até 19 de agosto de 2014. Durante seus 14 anos de liderança, a Microsoft triplicou as vendas e dobrou os lucros, mas perdeu a dominância de mercado e deixou passar tendências importantes, como a ascensão dos smartphones. Nos últimos anos, Ballmer expandiu suas atividades para a posse de times esportivos e investimentos filantrópicos, incluindo envolvimento significativo em empreendimentos de inteligência artificial.
Início da vida e educação
Ballmer nasceu em Detroit, Michigan, filho de Beatrice Dworkin e Frederic Henry Ballmer, um gerente da Ford Motor Company que emigrou da Suíça em 1948. Por parte de mãe, ele é primo de segundo grau da atriz Gilda Radner. Ele cresceu em Farmington Hills, Michigan, e viveu em Bruxelas de 1964 a 1967, estudando na International School of Brussels. Ele se formou como orador da turma na Detroit Country Day School, obtendo 800 na seção matemática do SAT e conquistando o status de National Merit Scholar.
Na Universidade Harvard, Ballmer foi gerente do time de futebol americano, trabalhou no The Harvard Crimson e no Harvard Advocate, e morou no mesmo corredor que Bill Gates. Ele obteve uma pontuação alta na William Lowell Putnam Mathematical Competition, superando Gates, e se formou magna cum laude com um Bachelor of Arts em matemática aplicada e economia em 1977. Após dois anos como gerente assistente de produtos na Procter & Gamble, onde dividiu um escritório com o futuro CEO da General Electric, Jeff Immelt, ele tentou brevemente escrever roteiros em Hollywood antes de se matricular na Stanford Graduate School of Business, onde Mukesh Ambani foi colega de classe. Ele abandonou o curso em 1980 para ingressar na Microsoft.
Histórico com a Microsoft
Ballmer ingressou na Microsoft em 11 de junho de 1980, com um salário de US$ 50.000 mais 10% do lucro gerado e sem participação acionária. À medida que a empresa crescia, sua participação nos lucros aumentou, levando a uma proposta de reorganização de Dave Marquardt para que Ballmer possuísse 8% da empresa em troca do cancelamento do modelo de participação nos lucros. Paul Allen inicialmente discordou, mas Gates e Allen chegaram a um acordo, com Gates financiando a maior parte da participação de Ballmer. Quando a Microsoft foi incorporada em 1981, Ballmer possuía 8% da empresa. Em 2003, ele vendeu 39,3 milhões de ações por cerca de US$ 955 milhões, reduzindo sua participação para 4%, e substituiu o programa de opções de ações para funcionários.
Em seus primeiros 20 anos, Ballmer liderou divisões incluindo operações, desenvolvimento de sistemas operacionais e vendas e suporte. Ele se tornou Vice-Presidente Executivo de Vendas e Suporte em fevereiro de 1992 e liderou o desenvolvimento do .NET Framework. Ele foi promovido a Presidente em julho de 1998, tornando-se o número dois de facto depois de Gates.
Diretor executivo (2000–2014)
Ballmer foi oficialmente nomeado CEO em 13 de janeiro de 2000, deixando o título de presidente em fevereiro de 2001. Como CEO, ele cuidou das finanças e das operações diárias, enquanto Gates permaneceu como presidente e arquiteto-chefe de software até 2006. Ao assumir, a Microsoft enfrentava um processo antitruste do governo dos EUA e de 20 estados, além de ações coletivas. Ballmer buscou acordos, afirmando que ser alvo de uma queixa governamental era uma posição desconfortável, com apenas desvantagens. Ele exigia justificativas comerciais detalhadas para novos produtos, limitando projetos especulativos. Em 2005, ele recrutou B. Kevin Turner da Walmart para se tornar diretor de operações, instilando mais processo e disciplina.
Após a aposentadoria de Gates, Ballmer supervisionou uma mudança em relação à herança centrada em PC da Microsoft, substituindo os principais chefes de divisão para quebrar feudos. Em 2012, a Businessweek disse que a empresa tinha, possivelmente, sua melhor linha de produtos da história. Ballmer impulsionou uma estratégia de computação conectada com aquisições como a Skype. Sob sua gestão, a receita anual saltou de US$ 25 bilhões para US$ 70 bilhões, embora o preço das ações tenha estagnado.
Carreira pós-Microsoft e filantropia
Após se aposentar da Microsoft, Ballmer comprou o Los Angeles Clippers em 2014 por US$ 2 bilhões. Ele financiou a construção do Intuit Dome, uma nova arena, e foi notado por adquirir jogadores estrela. Até um escândalo recente, alguns viam sua posse como uma melhoria em relação ao proprietário anterior, Donald Sterling. Ele cofundou o Ballmer Group com sua esposa Connie, focando em investimentos filantrópicos em mobilidade econômica e educação.
Ballmer também se tornou um investidor em empresas de inteligência artificial, incluindo OpenAI, refletindo um interesse mais amplo em tecnologias de aprendizado de máquina e IA generativa. Seus investimentos estão alinhados com sua crença no potencial transformador de sistemas de modelos de linguagem de grande escala e abordagens de aprendizado profundo, embora detalhes específicos de seu portfólio não sejam totalmente públicos em 2026.
Legado e impacto
O legado de Ballmer na Microsoft é misto: ele triplicou as vendas e dobrou os lucros, mas deixou passar a revolução dos smartphones liderada por Apple e Android. Seu estilo de liderança era enérgico e exigente, ganhando reputação por entusiasmo. Como filantropo, ele comprometeu bilhões por meio do Ballmer Group. Sua posse dos Clippers revitalizou a franquia, e seus investimentos em IA o posicionam como uma figura significativa no cenário tecnológico além de seus anos na Microsoft.